segunda-feira, 5 de novembro de 2007

A rua sem nome

O seu domínio
É o meu quarto vazio
Em uma rua sem nome
Onde não vivo nem morro
Em baixo da sua pele
Por onde eu te percorro
E não me acho (de novo)


É um espaço guardado
Num velho porta-retratos
Esperando seu rosto
Um esboço qualquer
Deste amor apagado
No verde dos teus olhos
Onde um dia eu vivi


É o silêncio do grito
Desespero contido
Entre o bem e o mal
Querer de uma flor
A ausência da dor
Numa espera eterna
Linha tão reta
Que se perde o final


É um espelho quebrado
É o silêncio do grito
É um espaço guardado
É o meu quarto vazio
Naquele porta retrato
É minha vida e você
E nunca mais serei eu
Porque sem ti não sou nada

2 comentários:

Flávia Higashi disse...

Belos escritos.E esse braço colorido, o quê é?

Um beijo, Guadalupe.

Anônimo disse...

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