sábado, 31 de julho de 2010

setenta e cinco janelas

somos dois no começo da noite
somos todos quando nasce o dia
eu sou seu plural
eu multiplico sua mente
te desprendo da percepção
pra te fazer pensar
no que é real
enfim?
e a conseqüência somos nós
sentados na sala
de janelas abertas
para que todos possam ver
que a gente se aceita
ou melhor, simplesmente respeita
o pensamento do outro
permitindo assim
que eu seja o seu
e você seja a minha
sem fardo, sem peso
mas completamente
alegria
realidade que você só vê em sonho
e que eu materializo
você se coça
eu tematizo
idéias loucas
que ninguém mais entende
você entende?
eu sou a questão
que ninguém responde
nós somos sãos num mundo de loucos

(escrito com o apoio moral de Fernanda Flud)

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